quinta-feira, 25 de junho de 2009

O Professor

O professor perguntou, e eu, na minha ausência de sapiência, não soube responder! Cá estou para me redimir.

A pergunta é qual a diferença entre o pré-diabetes e o diabetes de fato.
Bem, como sugerido pelo nome, o pré-diabetes é um estado de alto potencial para o desenvolvimento do diabetes mellitus tipo II, seria um estado intermediário entre a normalidade e esse tipo da doença. Isso não quer dizer, entretanto, que serão desenvolvidos concerteza condições para a patologia de fato. Assim, é algo ainda reversível, ao passo que o diabetes tipo II não é.

Há fatores considerados de risco para o desenvolvimento do diabetes. Tanto para homens quanto para as senhoras e senhoritas, valem os fatores histórico familiar de diabetes, idade (acima dos 45 anos), sedentarismo, excesso de peso, hipertensão arterial e altas taxas de colesterol e triglicérides sanguineas. Outro grupo de risco são as senhoras que já tiveram filhos com mais de 4kg ou que possuam a Síndrome dos Ovários Policísticos.

O melhor jeito de se detectar o pré-diabetes é medição da glicemia de jejum do cidadão em análise. Outra forma é se fazer o teste oral de sobrecarga com glicose, que pode detectar tanto o pré quanto o diabetes em si.

No caso da dosagem da glicose, o diagnóstico de pré-diabetes é dado quando, em jejum de no mínimo 8 horas, a glicemia se dá entre 100 e 125 mg/dl, ou quando na segunda hora do teste oral de sobrecarga à glicose (vulgo curva glicêmica) se dá entre 140 e 199 mg/dl, que se tem em indivíduos considerado intolerantes à glicose . Só pra dar aquela comparada, uma glicemia de 100mg/dl já é considerável, acima de 110 mg/dl já costuma ser alta.

A quantidade de pessoas que chegam ao diabetes tipo II normalmente é igual quando se compara o grupo que possui alta glicemia de jejum ao que tem alterações na segunda hora do teste horal. O que também pode ocorrer, mas mais raramente, é uma pessoa que não participa de nenhum desses grupos de risco desenvolver o diabetes mellitus tipo II.

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), fez-se um estudo em que se verificou que a aquisição de novos hábitos, de tal forma que se consiga perder de 5 a 7% da massa corporal (claro que isso depende de cada caso), ajuda, no mínimo, a retardar o aparecimento do maldito, o sifão (lembrando, diabetes para os antigos gregos). Em grandes estudos realizados com pré-diabeticos, num período de 2 a 5 anos, verificou-se a queda de 50% do número de cidadãos que desenvolveram a patologia.

Assim, há evidências de que o diabetes tipo II pode ser evitado ou, pelo menos, retardado. Os indivíduos pré-diabéticos podem ser facilmente identificados pelo estilo de vida, podendo ter inúmeros ganhos com a alteração do estilo de vida, inclusive melhoras cardiovasculares e respiratórias.

Então meu companheiro, quando acabar de ler esse belo blog, vá pro parque fazer uma caminhada. E evite parar na Dom Bosco no caminho!

Segundo a American Diabetes Association, nos EUA há 41 milhões de pré-diabéticos. Viva o American Way of Life!!

E aí professor, assunto encerrado?






Bibliografia

4 comentários:

  1. Voce poderiam coklocar no blog a resposta da SuperQ que passei para a turma, sobre a dieta "de fome" contra diabetes, usada no inicio do século 20. Seria bem educativo para a gela de BioBio e para seus leitores.

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  2. Flavio de Aquino2 de julho de 2009 07:31

    Interessante texto sobre o tema! Mas você poderia esclarecer em que consiste o teste oral de sobrecarga a glicose?

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  3. Valeu, oh povo!
    bem, para esclarecer melhor, postei um texto sobre o teste oral de sobrecarga a glicose, vejamos se é o bastante! xD

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