domingo, 14 de junho de 2009

Rir melhora a saúde dos Diabeticos tipo 2


Estudos recentes mostram que rir melhora a saúde cardíaca dos diabéticos do tipo II e que se continuar com a o tratamento diário de 30 minutos de vídeos engraçados em apenas 2 meses é notória a melhora no nível de “bom” colesterol (HDL); e em 4 meses os níveis de substâncias inflamatórias no sangue reduz.

Sorrir nunca fez mau a ninguém e isso já e de conhecimento público...

"Um dia sem riso é um dia desperdiçado."
( Charles Chaplin )



Referencia

http://www.guiadodiabetes.com.br/

http://www.the-aps.org/

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Uma Breve História do Diabetes


Desde os primeiros relatos de sintomas que se podem atribuir ao diabetes, há quase 4000 anos, até a atualidade muito se desenvolveu no conhecimento dessa patologia, ao ponto de já terem sido feitos transplantes celulares no começo desse século para a cura da doença.

Os primeiros dados referentes ao diabetes conhecidos remetem à era egípcia: papiros encotrados no século XV antes do filho do homem já descreviam sintomas típicos da doença, porém sem nomeá-la. Entre os Hebreus várias práticas endócrinas foram relatadas. A partir desses relatos, suspeita-se hoje da ocorrência do diabetes gestacional, sendo que o aborto chegou a ser permitido nos casos em que a gravidez apresentasse risco para a vida da mamãe. No século IV a.C., registrou-se o sabor adocicado da urina de certas pessoas na Índia.

No entanto, a descrição de fato do diabetes só foi feita cerca de dois milênios depois, por um médico da região grega da Capadócia, nosso querido Areteu, por volta de 70 d.C.. Esse cidadão, que viveu numa Grécia dominada pelo Império Romano, caracterizada pelo alto grau de cosmopolitização e alto sincretismo religioso, por ter acabado de sair do período helenístico, de domínio macedônio, e estar sob o governo golpista de Vespasiano.... voltando ao diabetes... pois é, esse cidadão observou quatro complicações nos doentes (lembrando que poli se refere a muito): polifagia (fome), polidipsia (sede), poliuria (urina) e poliastenia (fraqueza). Areteu também percebeu que quem tinha esses sintomas, quase sempre, entrava em coma antes de encotrar o Ades, vulgo morrer; era algo "grave e misterioso", pois, mesmo com a fartura de alimentos, a falta de energia era clara. Foi inclusive esse respeitadíssimo que deu o nome à doença de diabetes (que nada tem a ver com as chacretes do diabo). Diabetes, em grego, significa sifão, referência à notável poliuria.

Pulando 1600 anos e desprezando-se a Idade Média e o conhecimento extraocidental, como de praxe na ciência, na década 1670, o médico inglês Thomas Willis provou a urina de vários cidadãos que apresentavam os mesmos sintomas (o que não é recomendável) e descobriu que o negócio era "muitíssimo doce, cheio de açúcar", e deu o nome de Mellitus, referindo-se ao sabor de mel.

Segundo o Cânon da Medicina, de Avicena, em 1775, Dopson identificou a presença de glicose na urina, e Frank classificou o diabetes de duas formas: mellitus, ou vera, e insípida, sem urina doce. Em 1788, Cawley fez a primeira observação por necropsia em um diabético, e Jhon Rollo atribuiu causas gástricas à doença, conseguindo notáveis melhoras com um regime rico em proteínas e gorduras e com pouco carboidratos, e olha que ele nem sabia o que era betaoxidação e gliconeogênese! Somente em 1848 ocorreram os primeiros trabalhos experimentais relacionados ao metabolismo dos glicídios, quando foi descoberto o glicogênio hepático, motivo da aparição da glicose na urina, por excitar os centros bulbonares.

É fácil se perguntar "meu Deus, por que tanto inglês nessa história?". Mais fácil é lembrar que desde o século XV a Inglaterra era a grande credora da Europa e a potência econômica mundial. Agora, se você é tão determinista quanto este texto, deve-se lembrar da ascensão economica da Alemanha após sua unificação em 1870. Pois bem, em 1889, dois cientistas alemães, Von Mering e Minkowski, descobriram que o pâncreas produz uma substância, ou hormônio que consegue controlar o açúcar no sangue. Em 1869, se buscava o suposto hormônio produzidos pelas ilhotas de Langerhans; alguns cientistas estiveram muito próximos de achar, mas não conseguiram.

Em 1921, dois jovens canadenses, Banting e Charles Best, conseguiram isolar a insulina e demonstrar seus efeitos hipoglicêmicos, o que foi uma das maiores conquistas médicas do século XX, por ter transformado a vida dos diabéticos e ampliado o campo experimental e biológico para o estudo da doença e do metabolismo de glicídios.

O primeiro transplante de pâncreas com a finalidade de curar o diabetes foi realizado na Universidade de Manitoba, no Canadá, em 1966.

Em 2004, foi realizado o primeiro transplante de ilhotas de Langerhans para curar o diabetes tipo 1, no Hospital Albert Einstein de São Paulo. Hoje, um centro de excelência nessa área é a Universidade de Alberta, no Canadá. Mesmo assim, o líder de pesquisas nessse tipo de tratamento continua sendo o Brasil. Assim sendo, além de pentacampeões, somos bons com o diabetes! Será aqui a próxima potência como previa Médici?

Referências:

terça-feira, 9 de junho de 2009

Diferenças entre os tipos de Diabetes


Existem basicamente 10 tipos de diabetes (Diabetes tipo 1; Diabetes tipo 2; Diabetes gestacional; Diabetes Secundário ao Aumento de Função das Glândulas Endócrinas; Diabetes Secundário a Doenças Pancreática; Resistência Congênita ou Adquirida à Insulina; Diabetes Associado à Poliendocrinopatias Auto-Imunes; Diabetes Associado à Desnutrição e Fibrocalculoso; Diabetes Relacionados à Anormalidade da Insulina; Diabetes Tipo LADA.) sendo que as mais conhecidas são a o tipo 1; 2 e a gestacional...

A diabetes do tipo 1 é caracterizada por ser uma doença auto-imune (o próprio organismo se ataca) que destroem as células beta do pâncreas (as produtoras de insulina). Com a produção inexistente ou drasticamente reduzida da insulina, o paciente se torna dependente de doses diárias de insulina.

A diabetes do tipo 2 por sua vez, possui um fator hereditário muito alto e tem intima relação com o sedentarismo e a obesidade (muito comuns nos tempos modernos). O problema neste tipo de diabetes é totalmente diferente das do tipo um, pois neste caso o problema se encontra nas células receptoras, elas são incapazes de absorver a glicose, isto é chamada de resistência a insulina.

Por ultimo a diabetes gestacional, comum nas mulheres no terceiro trimestre de gestação. Elas apresentam altas taxas de glicose no sangue, o que se assemelha à diabetes do tipo 2 (tornando o corpo resistente a insulina); isso ocorre devido à ação hormonal natural da gravidez, um exemplo deles é o hormônio GH – Hormônio do crescimento.




Referencias

http://www.diabetes.org.br

http://www.policlin.com.br/drpoli/144/

http://www.geocities.com/bioquimicaplicada/diabetes9c.htm

http://www.efdeportes.com/efd131/o-perfil-dos-individuos-com-diabetes.htm


segunda-feira, 8 de junho de 2009

Cetoacidose Diabética

Como se sabe, a insulina é de fundamental importância no nosso metabolismo, já que é ela que possibilita a entrada de glicose nas células, fornecendo a energia necessária a elas. Quando há defasagem na atuação do hormônio, o organismo busca meios alternativos para a produção de glicose. Isso acontece porque o corpo não percebe que o problema real é a deficiência na insulina.

Em decorrência de doenças infecciosas ou stress emocional, por exemplo, hormônios hiperglicemiantes (antagônicos à insulina), como o glucagon, a adrenalina e o cortisol promovem a quebra de gordura para obtenção de glicose. Essa quebra leva à produção de corpos cetônicos, termo que abrange três substâncias: ácido acetoacético, ácido β-hidróxibutírico e acetona. O processo desencadeia uma complicação conhecida como Cetoacidose Diabética.

A Cetoacidose Diabética é mais comum em pacientes com Diabetes Mellitus tipo I, mas, mesmo raramente, pode ocorrer em pacientes com tipo II. É uma circunstância extremamente grave e, se não for tratada, leva o indivíduo à morte.

Os principais indícios laboratoriais da condição são: hiperglicemia, podendo chegar a cerca de 600mg/dL; e acidose metabólica, com pH sanguíneo menor que 7,3. Além disso, os sintomas mais visíveis são: poliúria (urinar demais), muita sede e fome, taquicardia, desidratação, hipotensão arterial, náuseas, hálito com cheiro de acetona, entre outros.

Normalmente, a Cetoacidose Diabética caracteriza o episódio de diagnóstico do Diabetes, já que a família e o paciente, ao estranharem os sintomas, vão em busca de atendimento.

Referências:
Data de acesso: 08 de junho de 2009

domingo, 7 de junho de 2009

Diabetes e os Carboidratos

Para um paciente diabético dependente do uso de insulina, toda e qualquer variação nos níveis de carboidratos ingeridos acarretam variações nos níveis de insulina ministrados. A qualidade, bem como a quantidade dos carboidratos consumidos são determinantes para as taxas glicêmicas do indivíduo e eles não podem ser abolidos da dieta, pois, além de serem fonte energética, especialmente para o cérebro, contribuem com fibras, vitaminas e minerais.

Os carboidratos são encontrados de duas formas nos alimentos: a simples e a complexa. A primeira é constituída de sacarose, lactose e frutose, não demanda processos digestivos e logo após sua ingestão há aumento na glicemia. A segunda é constituída principalmente de amido, necessita de um processo digestivo demorado e, por esse motivo, o aumento glicêmico é lento e gradual. Basicamente, a principal diferença entre elas está no tempo decorrido entre a ingestão e a chegada da glicose ao sangue.

Após a glicose chegar ao sangue, sua entrada nas células é intermediada pela insulina, que pode ser comparada a uma chave que abre as portas. Dessa forma, não podemos viver sem o hormônio, já que se as portas não são abertas, a glicose não desempenha seu papel nutricional e é como se os alimentos não fossem utilizados, levando à desnutrição progressiva. Quando a insulina é produzida normalmente, grandes refeições são compensadas com a alta produção hormonal, assim como o jejum é acompanhado da quase interrupção na produção. Se a pessoa é diabética, esses processos não ocorrem e é preciso intervenção por meio da administração externa de insulina.

Recomenda-se que pacientes diabéticos consumam cerca de 50% das necessidades energéticas totais em carboidratos, uma porcentagem semelhante à recomendada aos não diabéticos. Esses carboidratos devem ser consumidos de diversas maneiras: frutas, verduras, grãos, massas etc., desde que supridos por doses adequadas de insulina. Assim, o plano alimentar e a administração da insulina devem ser individualizados.

Há situações específicas que podem causar mudanças na relação carboidrato-insulina. Uma delas é a prática de exercícios físicos pelos diabéticos. Geralmente a orientação é que o sujeito consuma 15 gramas extras de carboidrato antes das atividades. No caso de pacientes obesos, a adequação entre os exercícios físicos e a relação carboidrato-insulina se dá pela redução na dose de insulina e não pelo aumento do consumo de carboidrato.

Toda atenção é necessária na hora dos cuidados com o diabetes. Pacientes que não se tratam podem ter complicações como dificuldades de cicatrização, neuropatia diabética, nefropatia diabética, retinopatia diabética e disfunções sexuais.

Referência:
http://www.portaldiabetes.com.br/conteudocompleto.asp?idconteudo=7848
Data de acesso: 07 de junho de 2009

Tipos de Diabetes

O Diabetes Melito (DM) é classificado segundo o processo patogênico que acarreta hiperglicemia deixando de lado critérios antigos como idade de apresentação ou o tipo de tratamento. As duas categorias gerais do DM são designadas atualmente como tipos 1 e 2 .

O DM tipo 1 resulta da destruição auto-imune das células beta do pâncreas em conseqüência dos efeitos sinergéticos de fatores genéticos, ambientais e imunológicos; o que leva à deficiência de insulina. Os indivíduos com suscetibilidade genética possuem uma massa de células beta normal ao nascimento, mas começam a perdê-las em anos. Acredita-se que esse processo auto-imune seja desencadeado por um estímulo infeccioso ou ambiental e sustentado por uma molécula especifica da célula beta.. A massa de células beta começa a declinar e a secreção de insulina torna-se progressivamente inadequada. As manifestação clinicas do diabetes tornam-se evidentes apenas quando a maioria das células foi destruída (cerca de 80%); a partir de então o individuo torna-se dependente de insulina pois não consegue mais produzi-la devido à destruição das células.


O DM tipo 2 é um grupo heterogêneo de distúrbios caracterizados por diferentes graus de resistência e secreção inadequada à insulina, e produção aumentada de glicose. Defeitos genéticos e metabólicos distintos na ação e/ou secreção da insulina originam o fenótipo comum de hiperglicemia do DM tipo 2. A obesidade, em particular a visceral ou central (evidenciada pela razão quadril-cintura), é muito comum no DM tipo 2 pois os adipocitos secretam uma série de produtos que contribuem para a resistência á insulina. Com essa resistência, as células pancreáticas passam a produzir mais insulina para tentar uma compensação. Porém o organismo permanece resistente e as ilhotas tornam-se incapazes de manter o estado hiperinsulinêmico, reduzindo então a secreção de insulina. O fígado então aumenta a produção de glicose, levando á uma hiperglicemia em jejum.

Existem também subtipos de diabetes que resultam de defeitos genéticos na secreção ou na ação da insulina, disfunções metabólicas que impedem a secreçao de insulina, anormalidades mitocondriais, entro outros; como o diabetes da maturidade no jovem (MODY) que é caracterizado por herança autossômica dominante, início precoce de hiperglicemia e defeito na secreção de insulina. Há ainda o diabetes melito gestacional (DMG), no qual a intolerância à glicose surge durante a gravidez. A maioria das mulheres retorna á tolerância normal após o parto, mas apresenta risco elevado (30-60%) de ocorrência de DM em fase posterior da vida.


Vale ressaltar que os termos diabetes melito dependente de insulina (DMDI) e diabetes melito não-dependente de insulina (DMNDI) são obsoletos. Pois como muitos indivíduos com DM tipo 2 necessitam mais tarde de tratamento com insulina para o controle da glicemia, o uso do termo DMNDI gerava grande confusão.


Referência:
Harrison, Medicina Interna 16ª edição

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Convivendo com o Diabetes



Vídeo de animação em 3D produzida para a Pzifer pela Vagalume Animation Studios: vagalumestudios.com.br

*Video retirado do site: youtube.com

http://www.youtube.com/watch?v=Ot3b1aM7ZCU



Thaís Mendonça Barbosa