sexta-feira, 3 de julho de 2009

Cartão Diabético



Prezando pelo bem estar do diabético, a SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes) criou um cartão de identificação do diabético, que ensina a qualquer pessoa como proceder em um momento de necessidade (em um ataque de hipoglicemia, por exemplo).





Mais informações: http://www.diabetes.org.br/ferramentas/cartao_de_identificacao.php

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Teste Oral de Tolerância à Glicose

O teste oral de tolerância a glicose, ou curva de tolerância a glicose, ou ainda curva glicêmica, é um teste que consiste na análise da resposta de um cidadão à dosagem oral . O teste auxilia no diagnóstico do diabetes mellitus e da hipoglicemia quando outros exames (como a glicemia de jejum) não detectam a doença, mas persistem os sintomas e sinais clínicos.
Quando um paciente faz a medição da glicemia de jejum, e ela acusa uma nível típico dum diabético tipo mellitus, não se pode diagnosticar imediatamente a patologia no dodói! Isso porque o diabetes é uma doença crônica, com tratamento também crônico. Assim, deve-se fazer uma avaliação mais profunda da condição do nosso querido.
Para dar um exemplo, entenda o seguinte: Quando o nível glicêmico de jejum dum cidadão está acima de 100mg/dl, há um forte indício de diabetes. Veja só, se um honradíssimo faz uma coleta de sangue e se constata o nível glicêmico de 126mg/dl, provavelmente ele possui a patologia tão abordada nesse maravilhoso e pop blog. Entretanto, imagine você que essa hiperglicemia tenha sido causada por algum tipo de infecção ou por uma irresponsabilidade do caro avaliado de não ter seguido o jejum corretamente. Assim, seria correto começar um tratamento crônico baseado em apenas uma avaliação? Não né gente... O diabetes só poderia ser diagnosticado de primeira, assim no pá e pum, se a glicemia dele estivesse acima de 200mg/dl.
Então, vamos ao aprofundamento da investigação! Com a administração via oral de glicose anidra (dextrosol) em 2 momentos, segundo recomendações da American Diabetes Association e da OMS, pode ser avaliada a resposta à ingestão de glicose, e pode-se construir uma curva glicêmica, de onde se pode fazer um diagnóstico preciso do Diabetes Mellitus, sendo que há recomendações próprias para o teste ser feito com intuito de se detectar o mellitus gestacional. As figuras estrategicamente posicionadas ao lado representam curvas glicêmicas construidas com base nesse teste. É isso aí!!



Bibliografia
http://www.biotecnicaltda.com.br/informes/TesteOraldeToleranciaGlicose.pdf
http://www.diabetes.org/

Congresso da SBD

Entre os dias 18 e 21 de novembro, ocorrerá, no Centro de Convenções do Ceará, em Fortaleza, o XVII Congresso da Sociedade Brasileira de Diabetes. No Brasil, é o maior encontro sobre diabetes e aborda diversos assuntos envolvendo a disfunção, como, por exemplo, Enfermagem em Diabetes e Diabetes Gestacional e Saúde Reprodutiva. O congresso contará com simpósios acerca dos seguintes temas: Diabetes Mellitus tipo 2 e Síndrome Metabólica, Doença Cardiovascular, Diabetes Mellitus na Criança e no Adolescente, Complicações crônicas, Situações Especiais, e Educação e Saúde Pública. Além disso, haverá debates, cursos e um Workshop Nacional sobre Neuropatia e Pé Diabético.


Mais informações no site: http://www.diabetes2009.com.br/

Painel - Regulação bioquímica

Ao apresentar ao auditório meu painel, notei dezenas de olhinhos brilhando, encantados com a frase nominal "Bioquímica Sensu Stricto". Uns imaginavam, será um parente distante da Drosophila Melanogaster? Será uma magia do Harry Potter, tipo Avada Kedavra? Será o nome de um Grego que usava Canabis Sativa? Ou será uma poesia de Virgílio, Bucólicas ou Éclogas?
Bem, na verdade vós enganarde-vos a vós mesmos, vulvas, viris e virados! Sensu Stricto é uma expressão utilizada nas línguas latinas modernas adaptando a expressão latina Stricto Sensu, ou seja, num sentido mais restrito do tema. Assim, com esse painel, me propus a abordar a bioquímica propriamente dita; estritamente a parte bioquímica do diabetes.

Para resumir a meia hora que gastei falando quase sem parar, vou começar ressaltando uma ideia (olha que inovador: sem acento) que a gente tentou deixar clara em alguns painéis. Quando se fala em diabetes, historicamente há uma referência à poliúria, ou seja, o excesso de urina é o mais claro e, talvez, o principal quadro geral da doença. Assim, não é possível se descrever a bioquímica do diabetes por um única caminho, por uma linha de pensamento apenas, já que diversas causas podem se associar à poliúria.
A ênfase acaba sendo dada ao diabetes Mellitus devido à sua grande ocorrência em todo o mundo, especialmente a tipo II. Entretanto, há, por exemplo, o diabetes insipidus, que possui uma causa bastante adversa dos outros tipos, sendo que sua ocorrência é muito baixa nas populações em geral. Para se ter uma ideia, por causas genéticas há apenas 8 famílias no Brasil que possuem o fator gerador desse tipo da doença. Então vamos por partidos:

DM (Diabetes Mellitus)
Em todos os tipos as alterações se dão em relação ao metabolismo de carboidratos.
Conceitos básicos em relação ao metabolismo de carboidratos se referem à regulação por meio de hormônios, que, aliás, tem sido bastante discutidos nesse belo blog. Importante saber sobre a insulina, que age basicamente nas vias anabólicas do metabolismo (produção de glicogênio, lipogênese, proteogênese...), e o glucagon (agon=agonismo, antagonia), que age, opostamente, nas vias catabólicas (glicogenólise, lipólise, proteólise...).
O balanceamento desses hormônios promove a regulação da glicemia, que em diabéticos aparece alterada.

Tipo I
O erro, em comparação com a maioria dos humanos, se dá na produção da insulina. Normalmente, é provável, por causa autoimune: o próprio corpo degenera parte das células beta pancreáticas produtoras do hormônio, o que faz haver uma redução na insulinemia. O baixo nível de insulina promove um estado semelhante ao jejum, pois, apesar de haver sacarídeos no sangue, as células que possuem transportadores insulinodependetes (glut4) não conseguem absorvê-los para metabolizá-los. Assim, há uma inversão nas vias do metabolismo, ocorrendo a elevação no nível de glucagon e, por conseguinte, das degradações. Aí já viu o rolo: hiperglicemia, poliúria, danos a tecidos, elevação de corpos cetônicos e tudo mais...

Tipo II
O erro, quando se pondera com os demais homo sapiens, se dá na recepção da insulina.
A quantidade de receptores de insulina nas membranas celulares que os possuem não é fixo, se adaptando à quantidade de hormônio circulante. Quando os níveis são altos, há menos receptores nas membranas, sendo que, ao persistir esse estado de estímulo hormonal, a essa quantia cai definitivamente, gerando um estado de resistência ao hormônio e, portanto, aos seus efeitos. Aí já viu o rolo: hiperglicemia, poliúria, aumento do nível de insulina para compensar e posterior exaustão das células beta e tudo mais...

Tipo Gestacional
O erro, quando consideram as demais gestantes, se dá no aumento da insulina que deveria acontecer no 3º trimestre da gravidez para compensar a resistência inerente às futuras mamães.
Costumeiramente, nos dois primeiros trimestres da gravidez há grande ativação das vias anabólicas para a preparação do crescimento, no último, do rapazinho que espera avidamente para pôr o pé na mãe Terra, demarcada por bandeiras a custo de sangue, e poder ser valorizado de acordo com bandeira que ostenta no peito.
Bem, a ativação dessas vias pede um alto nível de insulina, sendo que a resistência a ela começa a ocorrer posteriormente devido à presença de outros hormônios, como o GH. Assim, para compensar, a progenitora aumenta seus níveis de insulina no fim da gravidez. Quando esse aumento não é suficiente para se contrapor à resistência, se gera um quadro clínico de diabetes Mellitus, tendo, então, a mulher, maior propensão a adquirir o tipo II da doença, devido à resistência. Aí já viu o rolo: hiperglicemia, poliúria, crescimento excessivo do bebê, com peso, muitas vezes, maior que 4kg...


Diabetes Insipidus
Esse tipo não se relaciona com o metabolismo de carboidratos, mas sim com a antidiurese e hormônios antidiuréticos (ADH), como o arginina-vasopressina.
Sendo a hipófise posterior o local onde se inicia a cascata hormonal que desencadeia a produção de ADH, problemas em sua topografia, como tumores na área, podem desencadear o maldito diabetes.
Outro importante fator de geração do diabetes insipidus é o genético. Em 98% dos casos genéticos, há problemas, se comparado aos demais cristãos, nos receptores do ADH, gerando a ineficiência de sua sinalização e consequente perda excessiva de água, que faz se baixar o volume sanguíneo e a concentração de solutos. Assim se, por exemplo, a glicemia do diabético se encontrar alta, provavelmente seja pela diminuição do volume sanguíneo, e não pelo aumento da quantidade de glicose. Aí já viu o rolo: poliúria, desidratação profunda, problemas intestinais e tudo mais...



Bibliografia (indicada no painel)
http://saude.hsw.uol.com.br/
http://www.scielo.br/
http://en.wikipedia.org/wiki/Diabetes
http://www.pathology.leedsth.nhs.uk/Pathology/
http://www.medscape.com/

Painel - Tratamentos


Aqui vai um resumo do que foi apresentado no painel de tratamentos

Pontos a se considerar sobre a insulina antes de sua administração:
Tempo de ação – tempo que ela leva para chegar à corrente sanguínea e começar a agir;
Pico de ação – hora em que ela está no seu ponto máximo em termos de redução da glicemia;
Duração – período que ela permanece no corpo, agindo

Insulinas Injetáveis
Quando a insulina foi disponibilizada, só existia a regular, de origem animal, que hoje também é obtida por meio de DNA recombinante
· Regular: Administração normalmente é subcutânea, mas em alguns casos pode ser intravenosa ou intramuscular. Sua ação é rápida.
· NPH: Ação intermediária. É a associação da insulina com a protamina, uma proteína retirada do testículo do salmão e que ajuda a retardar sua absorção
· Lenta e ultralenta: Associação da insulina com zinco, que participa da cristalização desta, retardando sua absorção. No caso da ultralenta, os cristais formados são maiores e, portanto, ela é a menos solúvel.
· Pré-misturada: A mistura mais comum é entre a insulina regular e a NPH. O grande problema desse tipo é a dificuldade em atingir o controle. É muito usada por aqueles que têm dificuldade ou prefere não administrar mais de um tipo de insulina.

Insulina inalável: Alternativa menos agressiva e muito eficaz para os diabéticos. O pó é rapidamente absorvido pelos alvéolos e 1mg corresponde a cerca de três unidades na seringa. Alguns problemas desse tipo de insulina são: ao longo do percurso respiratório há uma pequena perda de conteúdo, então uma maior quantidade deve ser utilizada; os pacientes que usam apresentam leve perda da função respiratória; ainda existem dúvidas sobre a quantidade a ser ministrada.

Análogos de insulina
A insulina é modificada em laboratório e dá origem a substâncias com poder de reduzir a glicemia.
· Ação rápida: Lispro, Aspart e Glulisina. A injeção é feita logo antes das refeições, o que permite ao paciente certa flexibilidade em seus horários. Pela pequena duração, o risco de ocorrência de hipoglicemia é menor.
· Ação prolongada: Glargina e Detemir. Sua ação é igual durante 24 horas, ou seja, não apresenta pico, o que é prejudicial após as refeições, já que nesses momentos a glicemia sofre aumento.

Antidiabéticos orais
· Sulfoniluréias e as Meglinitidas: são secretagogos de insulina e, como o próprio nome já diz, estimulam a secreção de insulina pelas células β do pâncreas.
· Biguanidas (Metfominas): inibem a gliconeogênese pelo fígado e melhoram a sensibilidade do organismo à insulina.
· Tiazolidinedionas (Glitazonas): são sensibilizadores de insulina, possibilitando aumento na captação de glicose em miócitos e adipócitos. Mecanismo de ação: estimulam receptores em células sensíveis à insulina, levando a um aumento na expressão de GLUT 1 (não dependente de insulina) e GLUT 4. Além disso, aumentam a glicogênese.
· Inibidores da α-glicosidase: Retardam a absorção de carboidratos pelo intestino, diminuindo a glicose circulante.

Transplantes
· Transplante de Ilhotas de Langerhans: as Ilhotas do doador são transplantadas na veia porta do receptor e por esse meio alcançarão o fígado. Lá, elas se ligarão aos vasos sanguíneos e começarão a secretar insulina. O transplante é feito no fígado porque, além de ser um bom alojamento para as ilhotas, seu acesso é muito mais fácil que o acesso ao pâncreas.
· Transplante de pâncreas: É um transplante duplo, pois rim e pâncreas são transplantados. É indicado para diabéticos tipo 1 que apresentam insuficiência renal originada pela doença. O rim funciona como uma espécie de marcador de rejeição, já que o pâncreas não possibilita essa medição.
· Transplante de células-tronco: Inicialmente o paciente passa por uma quimioterapia, na qual as células do sistema imune, que estão destruindo as células β do pâncreas, são destruídas. Depois são injetadas células-tronco do próprio paciente e espera-se que elas reconstituam tanto o sistema imune como as células pancreáticas.

Exercício
- Como a insulina, provoca aumento no número e na translocação de GLUT 4 para a membrana da célula. No entanto, os mecanismos de sinalização da insulina e da contração muscular são diferentes e, por essa razão, a translocação por meio do exercício ocorre sem problemas em pacientes resistentes à insulina;
- Promove aumento da sensibilidade do organismo à insulina;
- Atua no controle da massa corporal;
- Depois do exercício, o glicogênio utilizado deve ser ressintetizado e as enzimas ligadas à glicogênese ficam mais ativas, levando a uma diminuição da glicemia.
Obs.: As vantagens do exercício para diabéticos estão melhores explicadas no post “Benefícios da Atividade Física”, do dia 22 de junho de 2009.

Alimentação
- Como o exercício, auxilia no controle da massa corporal, evitando a obesidade;
- Uma dieta recomendada por profissionais ajuda na manutenção da glicemia.
Obs.: A relação da obesidade com o diabetes está melhor explicada no post "Obesidade x Diabetes", do dia 17 de junho de 2009.

Tratamentos alternativos
· Escorpião: Alguns estudos mostraram que o veneno do é capaz de promover a multiplicação das Ilhotas de Langerhans.
· Fitoterapia: A pata-de-vaca é a planta mais utilizada para esse fim. Acredita-se que ela tem papel do controle do diabetes, além de ser um agente diurético. Entretanto, ainda não há estudos que comprovem sua eficácia.

Diabetes insipidus
O tratamento do diabetes insipidus, que nada tem a ver com o diabetes mellitus, consiste no consumo constante de água, para que o organismo do paciente não fique desidratado e na utilização de um hormônio antidiurético, a desmopressina, que pode ser administrado por via intranasal, subcutânea, intramuscular ou intravenosa.

Hemoglobina glicada

A hemoglobina glicada é um estudo realizado através de uma simples coleta de sangue para medir as concentrações médias de glicose durante os últimos meses; é utilizado para fazer o acompanhamento glicêmico e verificação da eficácia do tratamento que está sendo apliacado no diabético.

A hemoglobina é uma proteína dos glóbulos vermelhos do sangue que transporta o oxigênio para todo o corpo. Parte da hemoglobina existente nos glóbulos vermelhos se combina com a glicose do sangue, indicando que quanto maior for esta proporção, mais alta será a taxa de glicemia. Denominamos hemoglobina glicada a porcentagem de hemoglobina que está unida à glicose e que permite registrar os níveis de glicemia que o paciente apresentou durante os últimos dois ou três meses, já que a porção de sangue coletada apresenta glóbulos vermelhos de diferentes idades, independentemente da renovação dos glóbulos vermelhos a cada quatro meses.

Existem várias classes de hemoglobina glicada e a mais utilizada é a hemoglobina glicada A1 c, que é a que se mede com maior freqüência em pacientes portadores de diabetes e para a qual foram estabelecidos níveis ideais.

Os valores normais de A1 c, em porcentagem, oscilam entre 4% e 6%. Já para os portadores de diabetes com bom controle da doença, os valores considerados normais são os abaixo de 6%. Contudo, como valores até 7% são adequados para evitar as complicações de longo prazo, esse é um nível de corte que indica que o tratamento está adequado. Valores acima de 8% indicam que o tratamento deve ser modificado e aumentam o risco de complicações como neuropatia, retinopatia e nefropatia. Vale ressaltar que niveis muito abaixo dos normais também sao de risco, pois representam uma hipoglicemia.


Referências:
http://www.pharmopatia.com.br/
http://www.diabetes.org.br/

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Painel - Complicações do Diabetes


Este é o meu painel de BioBio sobre diabetes. Segue abaixo um breve resumo da apresentação.

A desregulação metabólica associada ao Diabetes Mellitus gera alterações fisiopatológicas secundárias em múltiplos sistemas orgânicos, impondo um enorme fardo ao indivíduo com diabetes.
Essas complicações podem ser crônicas ou agudas. Entre as complicações crônicas estão a cetoacidose o e estado hiperosmolar hiperglicêmico.

A cetoacidose ocorre devido a deficiência de insulina associada ao aumento dos hormônios contra reguladores resultando na diminuição da captação de glicose e intensificação das vias de degradação, principalmente a lipólise. Tal via aumenta a concentração de ácidos graxos livres no organismo. Normalmente esses ácidos graxos seriam convertidos em triglicerídeos ou VLDL, porém a alta de glucagon altera o metabolismo hepático favorecendo a formação de corpos cetônicos. A produção aumentada de ácido lático também contribui para a acidose, que juntamente com os corpos cetônicos geram o a cetoacidose.
O Estado Hiperosmolar Hiperglicêmico tem como causa a hiperglicemia que induz a diurese osmótica ocasionando a depleção do volume celular. Ainda não se sabe explicar exatamente porque este estado não é acompanhado de cetoacidose, mas acredita-se que possa ser devido a uma deficiência mais amena de insulina.

As complicações crônicas demoram mais a aparecer e estão em sua maioria associadas a hiperglicemia. Como por exemplo as lesões endoteliais que consistem na alteração do calibre dos vasos, tanto da microcirculaçao quanto da circulação sistêmica. Essas alterações geram problemas na circulação causando disfunções, como a retinopatia(principal causa de cegueira entre 20 e 74 anos nos diabéticos) e nefropatia( principal causa de insuficiência renal terminal no diabetes),também disfunções sistêmicas (gastrointestinal e genitourinarias) e doenças cardiovasculares.
Outra complicação crônica é a neuropatia que consiste na perda e danos das fibras nervosas causando dormência, formigamento, déficit sensorial e sensação de propriocepção anormal. É frequente principalmente nos membros inferiores, levando à lesões. A neuropatia pode ser autonômica, ou seja, gera disfunções nos sistemas como cardiovascular, genitourinário, submotor e metabólico.

Uma forma de avaliar os riscos para o desenvolvimento de complicações em um diabético é através dos níveis de hemoglobina glicada pois mostram se o controle glicêmico foi eficaz, ou não, num período anterior de 60 a 90 dias. Para consensos nacionais e internacionais, o valor de hemoglobina glicada mantido abaixo de 7% promove proteção contra o surgimento e a progressão das complicações microvasculares do diabetes (retinopatia , nefropatia e neuropatia).