
Apesar de meu aparente nervosismo em apresentar um painel de extrema importância, fiquei feliz por ter passado ao menos um pouco mais de informação sobre um problema que, com o estilo de vida atual, vem sendo a cada dia mais comum.
No meu painel, abordei os 3 tipos mais comuns de diabetes, que são:
Diabetes tipo 1, diabetes tipo 2 e a diabetes gestacional.
Diabetes tipo 1
Deficiência na produção de insulina, produzindo pouca ou nenhuma insulina. Por este fato são chamados de insulino dependentes, pois necessitam, de doses diárias de insulina.
Diabetes tipo 2
Pode ser associada a maus hábitos alimentares, obesidade e sedentarismo. Neste caso o diabético produz a insulina, porém o organismo não consegue utilizá-la em conseqüência a resistência que ele adquire à insulina (o sobre peso e o sedentarismo sobrecarregam as células com glicose e ácidos graxos livres em excesso, que aumentam a formação de radicais livres (ocasionando um estresse oxidativo). As células e o adipócito ficam resistentes à insulina para reduzir a entrada de glicose.) caracterizada pela menos disponibilidade de Gluts-4 nas células dos músculos e adipocitos.
Diabetes gestacional
O diabetes gestacional é a alteração da glicemia durante a gravidez devido ao aumento da resistência a insulina. Esse aumento ocorre naturalmente na grávida devido aos hormônios produzidos na gravidez pela placenta e esses hormônios estão relacionados ao aumento da quantidade de glicose já que esta é requerida pelo feto em grande quantidade.
Sintomas são semelhante a da diabetes tipo 2.
Normalmente após o parto a mulher pode voltar a ter um quadro sem diabetes.
Depois, não poderia deixar de lado a insulina, glicose e o glucagon. Pois sem entender um pouco dessas 3 coisas, fica difícil entender a diabetes. Portanto quero explicar brevemente o que acontece no seu corpo após a ingestão de alimentos e na falta dele.
Após a ingestão dos alimentos a glicose absorvida é distribuída pelo corpo, para manter essa concentração de glicose sanguínea no corpo, o excesso é armazenado no fígado e nos músculos em forma de glicogênio. Quando a taxa de glicose no sangue cai o nosso corpo mobiliza essa glicose em forma de glicogênio e/ou estimula você a comer para manter este nível de glicose constante no sangue, nosso corpo depende de 2 hormônios excretados pelo pâncreas de efeitos opostos, são eles: Insulina e Glucagon.
A insulina e produzida e secretada pelas células beta do pâncreas
- Ela estimula as células do fígado e dos músculos a armazenar glicose em forma de glicogênio.
- Estimula as células adiposas a formar gorduras a partir de ácidos graxos e glicerol]
- Estimula as células do fígado e dos músculos e produzir proteínas através de aminoácidos
- Impede as células do fígado e dos rins de fazer glicose a partir de compostos intermediários das vias metabólicas (gliconeogenese)
O glucagon por sua vez é liberado pelas células alfa do pâncreas, ele é liberado quando o corpo esta em jejum, gerando um efeito oposto o da insulina.
- Estimula o fígado e os músculos a quebrarem o glicogênio armazenado e liberar glicose, através da via metabólica chamada (glicogenólise)
- Estimula basicamente a gliconenólise no fígado e nos rins (glicogenólise e a quebra de glicogênio através da retirada sucessiva de glicoses)
Alto nível de glicose sanguínea na diabetes produz uma concentração de glicose na urina e faz a pessoa urinar freqüentemente pelo efeito osmótico nos rins.
Também com grandes taxas de glicose no sangue o corpo estimula a pessoa a beber mais água, na tentativa de liberar pela urina a glicose em excesso.
E por fim, através desta imagem, gostaria de concluir a apresentação do meu painel, mostrando como a falta ou resistência à insulina age sobre muitos órgãos de nosso corpo, produzindo uma variedade de efeitos .